Donkey Kong faz 45 anos: o macaco de fliperama que inventou o Mario
Toda lenda tem uma primeira aparição. A do Mario aconteceu por acaso, em julho de 1981, quando a Nintendo colocou nos fliperamas um jogo que nem era sobre ele.
O jogo se chamava Donkey Kong. O herói era um carpinteiro sem nome, chamado internamente de “Jumpman”, que subia andaimes de um canteiro de obras para salvar uma moça das mãos de um gorila gigante e teimoso. Quarenta e cinco anos depois, aquele gorila e aquele carpinteiro — hoje conhecido como Mario — são as duas colunas que sustentam a maior empresa de games do planeta.
O jogo que salvou a Nintendo
Em 1981, a Nintendo tentava emplacar nos Estados Unidos e vinha de um fracasso caro. Donkey Kong era a aposta de um designer jovem chamado Shigeru Miyamoto, que queria contar uma história simples com personagens carismáticos em vez de só naves e tiros.
Deu certo além do imaginável. Donkey Kong foi um sucesso instantâneo nos arcades, virou um dos jogos mais lucrativos da era de ouro dos fliperamas e colocou a Nintendo no mapa do Ocidente. Sem esse gorila, provavelmente não haveria o resto da história.
Como o Jumpman virou Mario
O carpinteiro de Donkey Kong não tinha nome próprio no lançamento. A lenda conta que ele ganhou o nome de “Mario” pouco depois, inspirado num senhor que era dono do galpão que a Nintendo alugava nos EUA. De carpinteiro ele virou encanador, ganhou irmão, ganhou bigode icônico, ganhou um reino inteiro — e se tornou o rosto mais reconhecível dos videogames.
Donkey Kong, por sua vez, deixou de ser vilão e virou herói de sua própria franquia. O antagonista e o mocinho da mesma tela de 1981 seguiram caminhos paralelos e nunca pararam.
45 anos depois, e mais vivos do que nunca
A prova de que a dupla envelheceu bem está no presente. Donkey Kong estrelou Donkey Kong Bananza no Switch 2, um dos grandes lançamentos da nova geração da Nintendo, enquanto o Mario segue dominando consoles e conquistou até as telonas do cinema com bilheteria estrondosa.
É raro um personagem atravessar 45 anos sem virar peça de museu. Donkey Kong e Mario conseguiram porque nunca foram só nostalgia: são a base sobre a qual a Nintendo se reinventa a cada geração. Tudo começou com um gorila, alguns barris e um carpinteiro pulando andaimes. E, de certa forma, ainda continua.
Nostalgia de fliperama por aqui hoje. Veja também nossa análise de Ocarina of Time — outro marco da Nintendo que virou lenda.
45 anos de Donkey Kong e a dupla nunca esteve tão viva 🍌 Dá pra levar os dois pra casa 👇